55 41 3014-0381

Compaixão

De acordo com o Dicionário de Filosofia*, compaixão refere-se à participação no sofrimento alheio como algo diferente desse mesmo sofrimento. Essa última limitação é importante, porque a compaixão não consiste em sentir o mesmo sofrimento que o provoca.

Vários filósofos de várias épocas a definiram e, segundo Schopenhauer, tratam-se da própria essência do amor e da solidariedade entre os homens.

Segundo o budismo, a compaixão é uma das virtudes que deve ser cultivada para o entendimento do sentido mais amplo da vida.

Trouxe esse tema para o artigo de hoje, pois foi uma das palavras que me chamou atenção em um dos relatos do senhor Kazuo Inamori, filósofo, empresário japonês e fundador da Kyocera Corporation.

Em seus escritos, podemos nos beneficiar de várias teorias, dentre elas as de administração, de fundamentos da psicologia, sociologia, filosofia e muitas outras ciências.

Neste texto ele menciona que para caminhar no sentido da compaixão é preciso se libertar de alguns "venenos" presentes na vida de qualquer pessoa. Dentre eles destacam-se a ganância e o egoísmo.

Segundo ele, a habilidade de pensar nos outros é a base de todas as virtudes e méritos que uma pessoa pode alcançar. Afinal, o que quero trazer para uma reflexão nesse artigo? Falar da compaixão e dos "venenos" presentes no ser humano? Dos estados empáticos para com o próximo? Não é apenas isto...

Chamou-me atenção a palavra e a forma como este filósofo japonês transita ao tentar explicar a essência humana nas várias dimensões, tanto no pessoal quanto profissional.

Na forma como ele fala da vida, fica clara a necessidade de uma reflexão constante sobre nossa forma de pensar, sobre nossos atos, sobre nossa essência.

Apenas assim poderíamos, de fato, lidar com as limitações e o potencial existente em todos nós.

Como poderemos usar isto na vida pessoal, familiar e organizacional?

Comece observando-se mais! Nós só conseguiremos influenciar os outros e atuar de fato neles, começando por nós mesmos. O que ando desenvolvendo mais em mim, os "venenos" ou a compaixão? No que isso realmente importa?

Boa reflexão para você!

*Dicionário de Filosofia – Nicola Abbagnano – Editora Martins Fontes, 2007.

Daniela Leluddak é palestrante, consultora, coach, orientadora de carreiras e colunista do Jornal Paraná Shimbun (Londrina) e da Oficina do Estudante (Campinas). Estudiosa da Filosofia Seiwajiuku a utiliza como um dos pilares em seu trabalho. É sócia-diretora da Caddan Empresarial (www.caddan.com.br) e presidente da Caddan Brasil (www.caddanbrasil.org.br) uma organização civil de interesse público.

Está procurando uma empresa especializada em programas de sucessão, programas de coaching, auxílio de composição de equipes e orientação de carreira?
Entre em contato com a Caddan Empresarial.

Artigos Relacionados 
1. Administrar com base nos sentimentos
2. Coaching e Psicoterapia 
3. Compaixão 
4. Escutar e ouvir 
5. Flexibilidade 
6. Maneira de pensar 
7. O poder da decisão 
8. Pessoas comuns fazem coisas extraordinárias